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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Você é feliz?

- Quando?
- Quando? Quando o quê? Te fiz uma pergunta simples. Você é feliz?
- Esse é o seu tipo de pergunta simples?
- É.
- Ok, talvez seja simples mesmo. A resposta é que pode variar. Depende de como se olha para ela.
- Você é?
- Quando?
- Quando o quê? É ou não é?
- Não sei responder. Você pergunta se sou feliz e eu te pergunto quando.
- Me explica...quando o que?
- Quando me sinto feliz, sou feliz. Quando me sinto infeliz, sou infeliz. Mas por que você tá me perguntando isso?
- Ontem, quando cheguei em casa, percebi que você estava chorando. Tentou disfarçar mas estava, ou esteve, chorando...
- Ontem eu não era feliz, achei que devia chorar.
- E hoje?
- Sim, hoje sou. Estou bem. Só porque ontem chorei significa que sou infeliz?
- Então...
- Então nada. Você me vê chorando sempre?
- Não, você me parece quase sempre bem. Sorrindo, falando pelos cotovelos, cantando... até eu já não aguentar mais tanta cantoria. (risos)
- Então por que a indagação sobre minha felicidade?
- Porque quero a confirmação de que você está feliz.
- Tal como estou agora e estou quase sempre? As pessoas só pensam na felicidade alheia quando se deparam com a tristeza. E quando eu estou bem? Você se lembra de perguntar?
- Não, porque presumo que você está feliz quando está sorrindo.
- Pois você deveria saber que o pior tipo de tristeza é aquele que não vem acompanhado de lágrimas, mas de sorrisos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Thank You

(Alanis Morissette)

Que tal eu parar de te culpar por tudo?
Que tal eu aproveitar o momento uma vez na vida?
Que tal eu me sentir bem finalmente perdoando você?
Que tal sofrer por tudo de uma só vez?

Que tal eu deixar de ser masoquista?
Que tal eu lembrar da sua divindade?
Que tal seus olhos chorarem desavergonhadamente?
Que tal parar de associar a morte ao fim?


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Question!





















É melhor fazer as coisas acontecerem ou
deixar que elas simplesmente aconteçam?

domingo, 4 de julho de 2010

OIQ?



Tenho uma grande dúvida:
Eu não sei lidar com as pessoas
ou as pessoas é que não sabem lidar comigo?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Morfina




Não sei exatamente o quê tem me impedido de escrever aqui, se é a falta de inspiração, falta de vontade ou a falta de tempo. Mas sinto que tenho que voltar. Sinto que minha cabeça não vem funcionando normalmente como sempre funcionou. Sinto que meu corpo vem tentando me dizer que não está funcinando mais como sempre funcionou. Aí o que me resta nessas horas é só escrever, porque as palavras sempre funcionam.

Sinto de algum modo que venho me transformando em uma pessoa anestesiada. Com dores na cabeça, nós na garganta, apertos no peito... mas que na verdade não sente nada disso acontecendo. Tipo tomar morfina, manja? Você olha atentamente, vê os ponteiros do relógio distante baterem em uma velocidade mais que lenta, as pessoas falam e você não consegue compreender nem uma palavra sequer, o tempo não passa, você não sente, não pode fazer nada, mas ainda continua acordado. (Sim, eu já tomei morfina).

Marco encontros e não vou. Desmarco encontros e apareço. Telefono pra pessoas que não conheço cobrando coisas que não entendo. Envio e-mails pra pessoas sem acesso à internet. Ouço sim, ouço não. Sinto que estou existindo mas não sinto que estou vivendo.

Acho que tenho uma concepção errada sobre viver. Tenho guardada em mim essa sede de adrenalina, sede de medo, sede de uma emoção que nunca chega. Tenho saudades do que não vivi. Tenho vontade de conhecer coisas, pessoas, lugares. Tenho vontade de subir em um navio e me entregar ao oceano, mas tenho medo da minha âncora ser pesada demais. Tenho vontade de me permitir algo profundo, mas tenho medo de pular e não dar pé.

E eu sou tão rasa.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Dúvida cruel

Por que a gente só percebe que o ano passou quando o calendário chega em dezembro?

Só pode ser algum tipo de distúrbio. Não sei vocês, mas eu sempre me desespero quando chega dezembro! Aliás, meu desespero começa mesmo quando os enfeites de Natal começam a brotar pela cidade... É sempre uma luzinha tímida ali, um papai noel pequeno aqui e quando eu assusto a cidade inteira já tá iluminada, tocando sinos e ecoando "ho ho ho" por aí!

É mágico e ao mesmo tempo pertubardor! Se imaginem nesta situação:

"Como assim nós já estamos em dezembro???
Abril acabou de terminar!!!
As férias de julho nem passaram...
O que eu fiz no meu aniversário mesmo?"

É fato, meus caros... como todas as coisas nesta vida, só realizamos e nos damos conta do ano que tivemos quando ele acaba! Não se assustem quando jájá estiverem levantando tacinhas e gritando Feliz Ano Novo, porque dezembro sempre chega.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que é o silêncio?

Nosso silêncio pode ser interno ou externo, penso eu, de um modo em que o silêncio externo é quando o mundo se cala pra nós, como se assim quisesse nos mostrar o quão alto grita nossa alma. E o interno é quando nós nos calamos para o mundo, como se assim quiséssemos mostrar o quanto pesa nossa ausência de barulho interior.

É isso mesmo?

terça-feira, 5 de maio de 2009

ALGUMAS PERGUNTAS

Fiz um texto sobre mim mas decidi que não quero colocá-lo aqui. Caí em tantas contradições e nem sei mais se concordo com o que escrevi a minutos atrás. Tenho medo de que o que eu escrevi seja só minha vontade ser o que está ali no papel. Tenho medo de que eu realmente seja aquilo o que escrevi. Tenho medo de tentar me definir e parecer limitada. Tenho medo de descobrir que na verdade eu não me conheço e que nem sobre mim sei escrever. Tenho tantos medos e ao mesmo tempo tenho tanto pra não temer.

O que há de tão contraditório na existência?
O que há de tão real na contradição?
Por que há tanto limite na definição?

Será que somos todos compostos disso? Carne, ossos, órgãos, correntes elétricas e poeira estelar?
Hoje, sou só perguntas... quem sabe amanhã, respostas.

sexta-feira, 27 de março de 2009

QUESTÃO EXISTENCIAL:

Existe o doce sem o sal?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

3 MINUTOS

Às vezes me sinto meio anti-social. Meio morna, não-dona de mim. Ando meio distante do que me faz voar e a casa onde eu moro nem me parece lar. Acho que sinto falta de alguém pra brincar, alguém que ainda escreva poesia e que goste de colorir. Às vezes fico querendo sorrir sem motivo.

Acho que aceitar e engolir demais tem me feito gorda. Preciso deixar de lado os fatos e partir para os sonhos - os possíveis de serem reais, é claro. Acho que devo me atirar mais. Me enferruja tanta inércia, tanta lentidão.

Isso sem falar nessa solidão esquisita que às vezes cisma de me engolir sem mastigar, ela quer me comer sem nem me convidar pra jantar (vê se pode). Às vezes ainda explode em mim uma coisa que se parece com uma esperança de futuro melhor misturada com essa impaciência com o presente.

Fico aflita, sinto pena de mim mesma e me calo.
Então escrevo. Ou choro. Ou os dois. Ou nada.
E depois de 3 minutos, passa...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

DEVANEIOS


Duas da manhã.
Você se vê frente a frente com a geladeira aberta, olhando cada uma das coisas sem desejar realmente nenhuma delas. Dúvida entre os sabores. Por fim, você decide que quer chocolate, mas o chocolate acabou.

Pois é, opção pelo que não há.

domingo, 4 de janeiro de 2009

DOISMIL INOVE

E a gente, crente que ia dar pra fazer mais, quando viu já tava de roupa branca, fazendo contagem regressiva, vendo rolha de champanhe voar, levantando taça, fazendo brinde e gritando viva. Tudo assim, tão repentino. É mais um ano que termina. Menos um ano que começa. Quero falar dele. Falar desse, que mesmo que esperado, chegou tão de repente.

Pra começar, Nesse eu quero ser menos vaidosa e menos crítica comigo mesma. Não quero ser refém dos meus preconceitos, tantas vezes desfeitos e refeitos, mas sempre eleitos como inúteis. Quero me livrar das coisas fúteis (e isso inclui pessoas). Quero ser mais palhaça e menos pomposa, ter mais prazer no meu prazer. Apenas viver e ser. Pagar pra ver o que eu sou e só.

Nesse, eu quero me exercitar mais. Acordar e dar aquela esticada. Sair para caminhar e reorganizar as idéias. Quero apertar os laços com quem está amarrado em mim. Talvez alugar um apartamento, comprar uma cama de casal, escrever outro diário. Talvez ir pra praia, ou pro interior, ou simplesmente viajar... mesmo que no mesmo lugar.

Nesse novo agora, quero aprender a jogar direito o meu futebol, sem estar demais na defesa ou demais no ataque. Não quero ser santa tanto quanto não quero ser pecadora. Quero uma bebida que me aqueça, mas que não me deixe com amnésia e faça com eu me esqueça de quem eu sou quando estou sóbria. Talvez eu queira apenas uma tequila e dor de cabeça no dia seguinte.

Quero chegar inteira até o fim Desse. Quero ir até o fim assim. Quero voltar pra faculdade e aprender coisas novas. Quero fazer caminhos diferentes. Conhecer pessoas diferentes. Ver filmes diferentes. Quero apostar em mim e ganhar. Quero possibilidades. Não quero tanta rotina. Quero defender minha opinião sem ser arrogante. Não quero ser ingrata.

Nesse, eu quero tudo e quero nada.
Quero que o futuro chegue rápido, sem me esquecer do presente (que já chegou)!


Um ótimo 2009 pra você.

domingo, 28 de dezembro de 2008

HO HO HO

Natal é sempre uma coisa boa, né?
A família fica mais unida, as pessoas se abraçam mais, a cidade fica toda iluminada, as casas mais receptivas e até as comidas são mais gostosas. Eu queria que fosse sempre assim. Queria que não fosse preciso uma data específica para fazer a gente perceber quão importantes e quão especiais são aqueles que fazem parte de nossas vidas. Queria que todo dia fosse Natal e que o Papai Noel não fosse só mais um grande símbolo do capitalismo!

Feliz Natal pra quem me lê...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PUTZ! TÁ FALTANDO...

Algo sempre nos falta. É impressionante, podemos estar em pleno conforto, ter tudo o que precisamos, conseguir aquilo que queremos... mas sempre, sempre falta algo. Estamos todos na busca do melhor. Queremos sempre ser pessoas melhores, mais respeitadas, mais dignas. Não julgo, também sou assim. Só não entendo por que a satisfação é tão difícil (ou impossível) de ser alcançada!

Uns viajam, outros ganham promoções no trabalho, alguns fazem três faculdades diferentes, outros vão para templos budistas, uns jogam na loteria, outros pagam a Igreja... enfim, não importa o que você faça para se tornar uma pessoa melhor, você sempre faz alguma coisa. E por mais que você já seja uma pessoa incrível, nunca é suficiente. Quanto mais nos tornamos bons, mais exigentes (e pés no saco) ficamos.

Eu não quero pregar aqui que "inércia" seja uma coisa legal. Não! Eu, particularmente, odeio ficar estagnada. Passo meus dias reclamando que não faço nada e que estou me tornando burra. O que está em pauta aqui é por que o ser humano nunca consegue matar sua sede. Eu sou humana e estou faminta.

"Algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, tudo bem, faz parte. Mas atormenta. Busque o que te falta sem dor nem culpa, embora doa, e em segredo." (Caio F.)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

DESABAFO

Vou quebrar minha regra de não postar duas vezes no mesmo dia, mas tô precisando desabafar e a minha melhor opção agora, às 0h31, é o meu querido e ótimo amigo blogspot. Não é bem uma regra, mas sabe essas coisas pequenas que a gente simplesmente estabelece e quando percebe já tá fazendo? Pois é... só quis esclarecer pra não me acharem louca, mas acho que acabei piorando. Que seja, eu quero escrever porque o que escrevo aqui é meu, só meu. São as minhas palavras, minhas letras, minhas idéias. E tá, é claro que eu podia sim, muito bem, escrever no meu diário, mas não teria graça... desabafar num lugar tão amplo e nada íntimo como a internet é bem mais excitante!
Então, se é pra falar, eu vou falar. Avisa pro mundo inteiro que eu não sou adulta, tá? Que esse escudo aqui é todo de mentirinha, feito de isopor. Conta também que eu sou um poço de carência, que quando tô doente fico querendo minha mãe. Conta que de manhã eu não quero ir pra escola e que, mesmo fingindo que não, eu tô pedindo colo.
Avisa pro mundo que apesar da lei da gravidade, o que eu quero mesmo é voar. Que mesmo quando uso uma fala bonita e polida, ainda continuo sendo uma tremenda estúpida. Sei lá, pode dizer por aí que eu prefiro dormir enquanto esperam vitórias de mim.
Avisa pro mundo que eu vejo desenho animado. Diz que mesmo que eu já trabalhe, na alma eu ainda brinco de pular corda. Avisa que eu sei que a vida acaba, mas que pretendo estender minha fase infantil até a terceira idade e que é maldade contrariar uma criança que acredita num sonho.
Conta que eu quero ser o Peter Pan, embora ande mais pra Capitão Gancho. Conta que eu aceito engolir a vida só se ela estiver muito quente ou muito fria. Conta que se a vida for morna, eu posso acabar vomitando.
E olha, não esquece de avisar que embora não haja o menor sentido em nada disso que eu escrevo, é assim mesmo que eu me sinto...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

POR HOJE, EU QUERIA....

Fazer metáforas de coisas óbvias
Decifrar questões de lógica indecifráveis
Entender as equações que explicam o universo
Dissolver as minhas dúvidas até transformá-las em sonhos



Mas acho que um chocolate quente já me acalma o espírito.
Por hoje, só por hoje...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

BOTE SALVA VIDAS

Ai, estou saudosa hoje! Quantas saudades da minha faculdade, dos meus estudos, do prazer que eu sentia ao pisar na Fumec, do pastel assado de frango da cantina. Quantas saudades das tardes ociosas, do "nada-pra-fazer", de passar dias na casa de uma amiga sem ter com o que me preocupar. Quantas saudades de dormir e acordar a hora que eu quiser, de tomar café ao meio-dia e almoçar às 16h, sem me preocupar em ter uma alimentação e uma rotina mais saudáveis. Quantas saudades de poder sair sem avisar, não ter hora pra ir nem pra voltar, de sair três, quatro, até cinco vezes por semana sem me sentir culpada...

Grandes poderes vêm acompanhados de grandes responsabilidades. O Gabriel veio e trouxe pra mim, além de tudo, um crescimento e amadurecimento intenso, imediato. Às vezes é difícil assimilar tudo isso, mas quem disse que a gente precisa entender tudo que a vida nos traz? O que nos cabe é aceitar o tempo que nos foi dado, e não digo isso como uma forma de conformismo barata. É mais prazerozo, e mais sábio, aprender a nadar junto com a correnteza e visitar lugares ainda desconhecidos, do que continuar nadando contra ela e acabar morrendo na praia.

No mais, só ficam as saudades daquela outra praia que eu costumava visitar... aquela praia chamada "Adolescência".

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MEDO

Parei pra pensar e descobri que tenho medo de tudo. Medo de morrer, medo do escuro, medo de envelhecer, medo de fantasma, medo de alguma coisa dar errado, medo de ser assaltada, medo de barata, medo de mudar, medo de mim, medo da vida.
Das duas, uma: ou eu tenho muita auto-defesa ou então eu sou muito covarde.


Update: "Ou humana."

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

QUESTÃO Nº 2

As pessoas exigem demais. Fazer amigos, não.
A gramática exige demais. Escrever, não.
Economizar dinheiro exige demais. Gastar, não.
A vida exige demais. Viver, também.

Por que não nos transformamos em grandes clichês de livros auto-ajuda? Tranformamos nossa vida numa ciranda-cirandinha-bem-lalari-lará, assim, só pra variar?

A resposta é fácil.
(Exige demais.)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

QUESTÃO Nº 1

Nao importa o tamanho ou a importância das pessoas que estão ao seu lado. No fim do dia, no fim das contas, a gente sempre acaba percebendo que nós só podemos contar com nós mesmos. E como dói perceber isso... não é?

No ombro de quem a gente chora nessas horas?