Ai, meu pequeno...não vejo a hora de olhar dentro desses seus olhinhos, que serão brilhantes e cheios de vida, que serão atentos e não perderão um lance sequer de tudo o que acontece ao redor, que se puxarem os da mamãe não serão olhinhos, e sim, olhões. Não vejo a hora de conhecer você, conhecer seu cheiro. Eu aposto que você vai ser uma pessoa maravilhosa. Acho que vai ser um meninão cheio de energia, desses bem levados que às vezes precisam ficar sem sobremesa.
Quando crescer, vai ser desses que lutam pela liberdade de escolher e inventar. Vai ser lindo por fora e, mais importante ainda, por dentro. Vai saber enfrentar as fases difíceis sem que se perca em drogas ou em qualquer uma dessas formas de escapismo baratas. Vai herdar do papai um forte senso crítico e da mamãe um delicioso senso de humor. Vai também herdar um pouco da nossa rebeldia, para que não seja uma pessoa que só sabe aceitar. Quero que seja capaz de reconhecer e de indignar-se com as injustiças mundanas, com a miséria, com a corrupção, com a destruição da natureza e com as guerras. Mas não quero que se deprima com tais injustiças, para todas elas existem solução.
Filho, tenho certeza que você vai ser muito inteligente, mas que vai saber usar a criatividade também, não se prendendo somente aos fundamentos. Vai saber ser sincero, sem ser cruel. Vai ser competitivo na medida certa, e não a ponto de querer levar vantagem em tudo. Quero que tenha muitos e bons amigos, mas que também saiba estar bem e ser feliz quando estiver só. Quero que saiba amar e respeitar a mulher que escolher para chamar de tua. Quero que seja extrovertido e determinado. Que não tenha segredos, só mistério. Que seja um pouco lúcido e um pouco louco.
Quero os cabelos lisos, cacheados, pretos ou loiros, tanto faz, mas que estejam sempre pedindo um cafuné. Que tenha os olhos verdes, amendoados, pretos, com grandes ou pequenos cílios, desde que seja um olhar direto e acolhedor, que saiba separar a aparência da essência. Que seja alto ou baixo, magro ou gordo, mas que tenha o coração enorme. Que goste de massas ou que prefira fast-food, que seja um engenheiro de sucesso ou um artista plástico amador, mas que nunca deixe de apreciar as pequenas e belas coisas da vida.
É, você nem nasceu e as expectativas aqui fora já são mil. Imagino que você também deva estar listando aí dentro tudo o quê quer que a mamãe e o papai sejam. Te adianto uma pequena coisa, bebê... Uma coisa que até os bebês são capazes de compreender. A mamãe inexperiente aqui, querido, já te ama muuuito, e isso é o que mais importa, hoje e sempre!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
P.S. GUESS WHAT...
Me disseram há uns dias atrás que está pra nascer coisa mais difícil de se colocar em palavras que o sentimento. Discordo - pra mim, não há prazer maior. No post passado, eu reclamei da falta de inspiração e recebi um comentário que me mandou buscá-la em outras fontes, caso a danada insistisse em não vir. Bom, eis aqui o que fiz: uni meu grande prazer de escrever sentimentalidades à minha grande fonte de inspiração. Sim, essa é uma carta pro meu amor, meu namorado, meu confidente, meu chão e meu céu. Acho engraçada a forma como quase não consigo me recordar dos tempos em que o João ainda não tinha aparecido nessa vida minha. É normal, pelo menos pra mim, ter recordações e saudades de tudo que já passou, e não tô dizendo que não as tenho, mas, ultimamente, tenho pensado muito no presente, ao invés de me dedicar ao passado. Presente no sentido gramatical da palavra, mas que também cai como uma luva no outro sentido. Presente, desses que a gente ganha quando menos espera e passa a vida inteira agradecendo a quem quer que tenha nos dado. Ter ele comigo, mesmo que em pensamento, ultrapassa qualquer concepção que eu já possa ter tido sobre o que é o amor e sobre o que é amar. É diferente, me faz bem, me faz sorrir até pelas coisas mais tolas. Lembrar da gente, das nossas tantas músicas, das intermináveis conversas, das horas que sempre passam como minutos, dos carinhos, tudo. Tudo isso faz com que eu me sinta incrivelmente confortável com você e, mais importante ainda, comigo mesma. O João é aquela famosa pessoa que sabemos, de imediato, que será inesquecível. Que nos fará parar e dedicar um dia inteiro de pensamentos só a ela. É você, meu amor, com quem eu quero dividir meus medos e minhas alegrias, até sempre. Sem dúvidas, digo que te amo como nunca amei antes. Apesar de ser pouco, já que o passar do tempo só vai fazer com que esse sentimento cresça, e, eu tenho certeza, que o meu "te amo" de amanhã vai ser bem maior e bem mais completo do que esse "te amo" de hoje. Só me resta deixar aqui um simples agradecimento, além da singela declaração de amor. Obrigada. Obrigada por ser quem você é e por me fazer ser quem eu sou quando estou ao seu lado.
domingo, 6 de julho de 2008
FALTA DE INSPIRAÇÃO
Tudo parecia ir bem. Os assuntos, eram abundantes. O estilo, cada vez mais afiado. De criatividade então, nem se fala. Parecia que ela tinha nascido para escrever, de tão natural que era esse dom. No entanto, quase sem perceber, tudo foi ficando um pouco mais difícil, sem um porquê definitivo. Aquela frase que sintetizava a sacada genial passou a demorar horas para ser finalizada, até chegar num ponto em que bem, não tem ponto… final… apenas reticências… um monte de rascunhos e idéia nenhuma na cabeça… e… assim… bem… é… olha, amanhã eu termino isso aqui… pode ser?
quarta-feira, 18 de junho de 2008
PERSONALIDADE IMPRESSA
Meus textos refletem aquilo que sou, aquilo que penso e aquilo que vivo, mesmo que eu seja, pense e viva cada dia uma coisa diferente. Graças à Deus, graças à ciência, sou humana. Sou fraca, parcial, imperfeita e, ainda assim, adorável. Mudo de opinião como quem muda de roupa. Minha instabilidade é, na verdade, uma auto-avaliação individual constante, que me faz pensar sobre o que sou e o que desejo para mim. Mudo de opinião como quem muda de roupa. Quem me conhece, sabe. Não guardo nada pra depois. Não economizo felicidade. Não economizo palavras. Não economizo vontades. Não me economizo. Pode ser um defeito devastador, eu sei, que ainda vai me causar várias dívidas no cartão de crédito. Mas não está em mim dizer que não quando a vontade é dizer sim. Quero muito mais do que sou, quero o agora e quero o depois. Quero provar o inesperado, improvisar meu mundo, fazer festa sozinha, me arrumar e me embebedar - de mim. Eu não gosto de rótulos, cansei de regras e tô de saco cheio de ler bula pra viver. Acho uma imensa pobreza de espírito essa moda de julgar e estereotipar, mesmo sabendo que eu também julgo e também crio estereótipos. Eu quero mesmo é ser feliz hoje, quero me sentir bem agora. Passar perfume caro pra ir ao supermercado, vestir a melhor camisola pra dormir sozinha, usar roupa nova pra ficar em casa...dá licença?
sábado, 7 de junho de 2008
SEXO FRÁGIL

Somos sobreviventes de um parto prematuro ou de um cordão umbilical enrolado no pescoço. Sobreviventes de uma infância pobre, de pais separados, de famílias despreparadas.
Sobrevivemos à adolescência caótica e à perda da inocência. Assim como sobrevivemos às brigas com a família e à vontade de fugir de casa.
Somos sobreviventes de um mundo ao avesso. Sobreviventes da luta contra a aparência, do império das grandes modelos e dos outdoors espalhados pela cidade.
Somos sobreviventes das piadas cruéis dos amigos e do ódio mortal aos inimigos.
Sobrevivemos aos amores perdidos, ao coração partido e às lágrimas derramadas. À solidão, à depressão e ao desespero.
Somos sobreviventes das várias ligações nunca feitas, das visitas que nunca chegaram e das flores que a floricultura nunca trouxe.
Sobreviventes dos beijos que ficaram apenas nos nossos lábios, dos olhos que não nos olharam e dos braços que nos negaram o abraço.
Somos sobreviventes das críticas, das revoluções e da falsa coragem.
Sobreviventes do corte de cabelo que saiu errado, da maquiagem borrada e da roupa repetida. Sobreviventes do espartilho, do sutiã com enchimento e das calcinhas fio-dental.
As mulheres quase morrem todos os dias, mas continuam vivas e nunca deixam de lutar.
Somos eternas sobreviventes.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
NÓS SOMOS AREIA
Sempre acreditei que o mundo dá voltas. Não só em torno do Sol, não. O mundo gira, e ele não pára pra gente descer caso nosso estômago embrulhe nem volta pra estrada certa quando pegamos aquele atalho errado. O mundo não se preocupa se você vai rir ou chorar, se você vai aprender ou continuar errando, se você vai ficar de queixo caído ou de cabeça doendo. O mundo apenas segue seu caminho, girando em torno do Sol e girando em torno de si mesmo. Nos 365 dias que ele gasta para completar sua volta, presenciamos a mudança das estações. Do verão pro outono, do outono pro inverno, do inverno pra primavera e da primavera pro verão. Há meses em que as árvores têm flores e a temperatura é quente. Há meses em que as árvores secam e a temperatura cai. No decorrer desses longos 365 dias, o mundo nunca se esquece de girar em torno de si próprio e não abre mão de seu satélite, a Lua, sempre lhe rodeando. A Lua tem suas fases, mas é ela a responsável pela luz quando o medo e as noites escuras chegam. Como é possível que esse universo inteiro, com um funcionamento tão impecável, tenha surgido apenas de poeira estelar? Será que usaram a mesma fórmula para gerar a vida, que assim como o mundo também dá voltas e também passa por verões e invernos, dias e noites? Será que todos nós, além de carne e osso, somos também poeira estelar? Acho que não temos sequer areia sob os nossos pés. Nós somos areia.
"O mundo é um milagre tão fantástico que, diante dele, a gente não sabe se ri ou se chora. Talvez as duas coisas ao mesmo tempo, o que não é nada fácil." (Jostein Gaarder, O Dia do Curinga)
"O mundo é um milagre tão fantástico que, diante dele, a gente não sabe se ri ou se chora. Talvez as duas coisas ao mesmo tempo, o que não é nada fácil." (Jostein Gaarder, O Dia do Curinga)
quarta-feira, 21 de maio de 2008
MIOPIA CARDÍACA
Ei, como andam os graus do seu óculos? Há quanto tempo você não faz um exame oftamológico para saber à quantas anda sua visão? É sempre bom - e preciso - ficar atento aos olhos e ao que eles andam, ou não, enxergando. Imagina se você perde o ônibus? Imagina se fica sem ler aquela frase crucial daquele filmasso? Ou pior, imagina se você não enxerga o amor da sua vida? Dizem que quando se ama, a visão é o nosso primeiro sentido a ser danificado. Eu, particularmente, não concordo muito com essa estória de que o "amor é cego". Aliás, eu chego a discordar totalmente desse ditadinho popular. No meu dicionário, os cegos e ruins da visão são os famosos apaixonados, que quando se inebriam com essa sensação passam a enxergar apenas o próprio umbigo. Quem ama enxerga o outro, e o enxerga muito bem. O que acontece é que ao invés de usarmos apenas as retinas, passamos a usar também o coração. Piegas né? Mas é verdade, juro. Pode reparar. Por mais que o cérebro (sempre um pouco mais lerdo) demore a perceber, ou até finja que não percebeu, o coração teima em enxergar e te mostrar a verdade. É, essa verdade aí ó, bem na sua cara, debaixo do seu nariz. Às vezes essas verdades nos machucam, mas eu sempre fui de preferir uma sinceridade cruel à uma gentil mentira. Quer saber? Faça o seguinte: da próxima vez que for ao oftamologista, peça a ele, depois de examinar seus olhos, para examinar também seu lado esquerdo do peito. Quem sabe você não anda precisando de um colírio, pra enxergar a felicidade que mora bem ao seu lado?
sexta-feira, 2 de maio de 2008
RESOLUÇÕES PARA O ANO NOVO
Uma vez li que a medida que o tempo passa vamos ficando acomodados. Não concordo. Acredito que todos nós já nascemos acomodados. Ninguém, no fundo, quer realmente mudar. É fácil esboçar uma lista de resoluções pro ano novo ou dizer simplesmente que começaremos a dieta ou a hidroginástica na próxima segunda-feira. Contudo, ninguém quer largar a vida que leva, as coisas que gosta e as coisas habituais para ir morar no Taiti, viver em uma cabana e dormir numa rede. Por mais que a idéia seja boa (iguais são nossas listas de ano novo), na hora de fazer as malas, comprar a passagem e programar a festa de despedida, bem, é exatamente nessa hora que sentimos aquele arrepio frio na espinha e percebemos que não somos tão corajosos como pensávamos ser. Mudar é difícil, admita! Mesmo que as coisas estejam ruins, é incrível como ainda assim é difícil desvincular-se delas. Acontece que quando não fazemos nada a fim de melhorar aquilo que nos incomoda, quando, com a ajuda da nossa grande carpinteira 'acomodação', construímos uma grande parede de proteção contra o desconhecido, não somos só nós que saímos perdendo. Na hora de levantar as mangas e mudar os móveis de lugar pensamos em tudo, menos no que realmente queremos. Pensamos na família, nos amigos e até no papagaio. Pensamos na saudade que sentiremos daquela mobília ali, na falta que aquela mesinha de centro vai fazer ali e, principalmente, pensamos no novo, no desconhecido. Acredito que apesar de sermos todos uns eternos acomodados, as mudanças fazem parte da construção e da manutenção da nossa identidade, do nosso verbo to/be. Acredito que quando não as temos por vontade própria, a vida nos obriga a aceitá-las. O engraçado é que sofremos apenas quando não as aceitamos. E o pior é que raramente aceitamos.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
(SOBRE)VIVÊNCIA
Não...
Nunca foi tão simples me decifrar.
Sou neta, filha, mãe, irmã, namorada, amiga.
Sou mais do que é ser mulher.
Mais do que rasgar o verbo, gritar.
Mais do que explorar as emoções até que elas me cansem - ou eu me canse delas.
Até me assusto, surpreendida com o que percebo em mim.
Tantas e quantas vezes o que parece óbvio é um mistério indecifrável.
É como se o peso das correntes tivessem o poder de me libertar.
Ou o que parecesse fraqueza, pudesse ser minha vontade de ter forças.
Sou tantas e quase nenhuma.
Amor e ódio.
Exclamações e interregações.
Eu já fui mais clara. Mais vítima das minhas agonias.
Eu já fui mais ansiosa por respostas tolas.
Eu já fui mais as pessoas. Os sonhos. O porque. O porém. O tudo. O nada.
Hoje - desesperadamente, necessariamente - eu sou aquilo que preciso.
Aquilo que num tropeço, perco.
E na força, encontro.
Nunca foi tão simples me decifrar.
Sou neta, filha, mãe, irmã, namorada, amiga.
Sou mais do que é ser mulher.
Mais do que rasgar o verbo, gritar.
Mais do que explorar as emoções até que elas me cansem - ou eu me canse delas.
Até me assusto, surpreendida com o que percebo em mim.
Tantas e quantas vezes o que parece óbvio é um mistério indecifrável.
É como se o peso das correntes tivessem o poder de me libertar.
Ou o que parecesse fraqueza, pudesse ser minha vontade de ter forças.
Sou tantas e quase nenhuma.
Amor e ódio.
Exclamações e interregações.
Eu já fui mais clara. Mais vítima das minhas agonias.
Eu já fui mais ansiosa por respostas tolas.
Eu já fui mais as pessoas. Os sonhos. O porque. O porém. O tudo. O nada.
Hoje - desesperadamente, necessariamente - eu sou aquilo que preciso.
Aquilo que num tropeço, perco.
E na força, encontro.
terça-feira, 22 de abril de 2008
THE SHINING
Vou postar rapidinho só pra compartilhar com vocês essa excelente edição que mostra, num trailer, o filme "O Iluminado" como se fosse uma comédia super água-com-açúcar! Jack Nicholson nunca esteve tão romântico! Vale a pena ver:
http://www.youtube.com/watch?v=zuaYk-yDAgc
http://www.youtube.com/watch?v=zuaYk-yDAgc
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