É incrível como cada vez mais eu sou obrigada a me questionar se sou eu e o meu jeito de pensar que estão errados ou se é a sociedade mesmo que está cada vez mais perdida e os valores cada dia mais invertidos.
Eu não vou me adaptar.
E só de sacanagem, mais honesta ainda eu vou ser.
sábado, 18 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Simples assim!
Será que os políticos realmente acreditam que essa poluição audiovisual vai ganhar votos?? Ganha voto quem se preocupa com o bem estar da cidade e das pessoas que vivem nela. Mostrem algum respeito pelos seus eleitores e parem com essa putaria de bandeiras e carros de som!
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Por que tu não tem namorado
Às vezes eu preciso escrever, mas não sei exatamente o quê. Aí leio, pra ver se bate aquela inspiração. Hoje fiz isso, mas ao me deparar com o texto que se segue, vi que minhas palavras são desnecessárias. Extraído do site CarasComoEu
Por que tu não tem namorado
Perguntaram pra mim: "Por que eu não tenho namorado? Algo em mim repele os homens? Sou uma mulher embargada? Há uma placa de 'proibido estacionar' em minhas costas? Me diga!". Olha, eu não sei porque não tem namorado. Honestamente.
Poxa, come batata frita, torta de limão, churrasco e trufa de leite condensado. Ok, a alcunha de magricela, cabo de vassoura ou Olívia Palito nunca lhe serviram, talvez. Urros sobre sua suposta suculência não têm advindo de prédios em construção, quiçá. Quem sabe não fica bem de "tomara-que-caia", tropica no salto agulha, não combina numa minissaia. Mas desbanca a miss Venezuela num vestido primaveril, pisando numa rasteirinha prateada, com o cabelo preso naquele lápis cor-de-rosa, soprando a franja pra cima no calor. Não vai me acreditar, mas tu é bonita.
Tu passa longe de uma Fernanda Young, uma Lya Luft, uma Sandra Werneck. Mas tu é inteligente à sua maneira. Assiste novela, mas não comenta a vida dos personagens. Gosta da Clarice, da Cecília, da Martha. Curte o Tom, a Adriana, o Nando, a Zizi, o Cazuza. Trabalha, suspira, trabalha, checa as unhas, trabalha, sonha, trabalha, belisca uma água-e-sal, trabalha e um colega te olha. E te acha bonita idem. E também se intriga com tua solteirice.
Tem princípios iguais os da mãe. Mas se acha careta, às vezes. Não cede, mesmo só. Adora sexo, embora não faça com a mesma frequência do desejo. Se faz não vibra na mesma frequência que o parceiro. Sente raiva por ser secretamente boba, romântica e demodê. Se derrete mais rápido que o sorvete napolitano na xícara de sopão quando a mocinha diz "você me fez acordar com um sorrisão no meu rosto". Chora na frente de ninguém, ai de ti se mais alguém souber. E você não vê a hora de um príncipe encantado por ti libertar esse riso largo atrofiado, mas sabidamente bonito.
Tem suas esquisitices. Dorme de edredon e ventilador, coleciona esmaltes, cerra as pernas quando sentada e fica coçando o joelho com uma das mãos enquanto a outra segura a cabeça pelo queixo, ensaia dança do ventre pro espelho do banheiro, faz duas vezes antes de pensar, tem uns "nhe-nhe-nhê" de mulherzinha, mas qual não tem? É até bem charmoso. Nada tão relevante quanto sua forma meiga e carinhosa de perguntar "tu tá bem?". Nada mais importante que teu ímpeto de cuidar dos outros. Nada que mude minha convicção de que tu é bonita.
O que te falta? Falta tu mesma se convencer do que te falo com certeza. Tu merece alguém que abra os olhos diariamente e pense: "cara, eu tô com ela, eu sou o namorado dela!". Que goste da tua boca, do teu ombro, do teu cabelo bagunçado, do teu calcanhar, da tua cintura, das tuas mãos, do cheiro da tua pele, das sardas do teu rosto. E isso vai acontecer naturalmente ao você se dar conta de que tu é bonita, no âmago e na lata. Eu acho, teu ginecologista também, o colega de trabalho assina embaixo. Um dia serás o amor da vida de alguém, do jeitinho que tu é. Falta tu. Acorde hoje e repita: "eu sou bonita".
Por que tu não tem namorado
Perguntaram pra mim: "Por que eu não tenho namorado? Algo em mim repele os homens? Sou uma mulher embargada? Há uma placa de 'proibido estacionar' em minhas costas? Me diga!". Olha, eu não sei porque não tem namorado. Honestamente.
Poxa, come batata frita, torta de limão, churrasco e trufa de leite condensado. Ok, a alcunha de magricela, cabo de vassoura ou Olívia Palito nunca lhe serviram, talvez. Urros sobre sua suposta suculência não têm advindo de prédios em construção, quiçá. Quem sabe não fica bem de "tomara-que-caia", tropica no salto agulha, não combina numa minissaia. Mas desbanca a miss Venezuela num vestido primaveril, pisando numa rasteirinha prateada, com o cabelo preso naquele lápis cor-de-rosa, soprando a franja pra cima no calor. Não vai me acreditar, mas tu é bonita.
Tu passa longe de uma Fernanda Young, uma Lya Luft, uma Sandra Werneck. Mas tu é inteligente à sua maneira. Assiste novela, mas não comenta a vida dos personagens. Gosta da Clarice, da Cecília, da Martha. Curte o Tom, a Adriana, o Nando, a Zizi, o Cazuza. Trabalha, suspira, trabalha, checa as unhas, trabalha, sonha, trabalha, belisca uma água-e-sal, trabalha e um colega te olha. E te acha bonita idem. E também se intriga com tua solteirice.
Tem princípios iguais os da mãe. Mas se acha careta, às vezes. Não cede, mesmo só. Adora sexo, embora não faça com a mesma frequência do desejo. Se faz não vibra na mesma frequência que o parceiro. Sente raiva por ser secretamente boba, romântica e demodê. Se derrete mais rápido que o sorvete napolitano na xícara de sopão quando a mocinha diz "você me fez acordar com um sorrisão no meu rosto". Chora na frente de ninguém, ai de ti se mais alguém souber. E você não vê a hora de um príncipe encantado por ti libertar esse riso largo atrofiado, mas sabidamente bonito.
Tem suas esquisitices. Dorme de edredon e ventilador, coleciona esmaltes, cerra as pernas quando sentada e fica coçando o joelho com uma das mãos enquanto a outra segura a cabeça pelo queixo, ensaia dança do ventre pro espelho do banheiro, faz duas vezes antes de pensar, tem uns "nhe-nhe-nhê" de mulherzinha, mas qual não tem? É até bem charmoso. Nada tão relevante quanto sua forma meiga e carinhosa de perguntar "tu tá bem?". Nada mais importante que teu ímpeto de cuidar dos outros. Nada que mude minha convicção de que tu é bonita.
O que te falta? Falta tu mesma se convencer do que te falo com certeza. Tu merece alguém que abra os olhos diariamente e pense: "cara, eu tô com ela, eu sou o namorado dela!". Que goste da tua boca, do teu ombro, do teu cabelo bagunçado, do teu calcanhar, da tua cintura, das tuas mãos, do cheiro da tua pele, das sardas do teu rosto. E isso vai acontecer naturalmente ao você se dar conta de que tu é bonita, no âmago e na lata. Eu acho, teu ginecologista também, o colega de trabalho assina embaixo. Um dia serás o amor da vida de alguém, do jeitinho que tu é. Falta tu. Acorde hoje e repita: "eu sou bonita".
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Carpe Diem
Andei pensando, dei uma lida nos meus textos, li coisas de outras pessoas e cheguei à conclusão de que minha opinião aqui tem ficado cada vez mais confusa. Estou em dúvida se sou simples demais ou complexa demais. Estou sucumbindo ao pecado da hipocrisia e fazendo exatamente o que eu critico. E assim, acabo me auto-criticando, cada dia mais severamente.
Mas aí, eu nas minhas andanças e correntes de pensamentos, parei pra refletir e me veio uma luz, assim, bem fraca e um pouco tímida, nada de luz no fim do túnel, foi quase um vagalume, bem do meu lado. E foi assim, em meio aos vagalumes, que eu tive a minha melhor constatação dos últimos tempos: eu não sou superficial. Tive vontade de colocar minha cabeça pra fora da janelinha do ônibus e simplesmente gritar isso garganta a fora. Foi um estalo na hora, pois percebi que é isso que venho criticando aqui há tempos mas que até hoje não tinha conseguido resumir em uma só palavra: SU-PER-FI-CI-A-LI-DA-DE.
É isso, é simples. Vamos aos fatos:
Hoje em dia é todo mundo tão superficial que ninguém se mostra mais. Escondem o passado, a família, os amigos, os sentimentos negativos. É uma fuga constante por medo de um conflito que talvez não vá nem existir. Nem o sexo casual, que é uma maneira legal de ser superficial, tem graça mais... porque você simplesmente nunca sabe com quem está transando. Todo mundo só quer a parte boa da relação, não há entrega. E aí nasce aquela relação sem vida, sem nada que a sustente.
As coisas estão tão invertidas que o bonito lema "Carpe Diem" tá sendo interpretado como: "já que a felicidade é efêmera, o importante é eu me dar bem não importa às custas de quem".
Pra mim, a entrega é uma atitude, é acreditar em si e apostar no outro. É disponibilidade. Quem não se dá, provavelmente nada recebe.
Mas aí, eu nas minhas andanças e correntes de pensamentos, parei pra refletir e me veio uma luz, assim, bem fraca e um pouco tímida, nada de luz no fim do túnel, foi quase um vagalume, bem do meu lado. E foi assim, em meio aos vagalumes, que eu tive a minha melhor constatação dos últimos tempos: eu não sou superficial. Tive vontade de colocar minha cabeça pra fora da janelinha do ônibus e simplesmente gritar isso garganta a fora. Foi um estalo na hora, pois percebi que é isso que venho criticando aqui há tempos mas que até hoje não tinha conseguido resumir em uma só palavra: SU-PER-FI-CI-A-LI-DA-DE.
É isso, é simples. Vamos aos fatos:
Hoje em dia é todo mundo tão superficial que ninguém se mostra mais. Escondem o passado, a família, os amigos, os sentimentos negativos. É uma fuga constante por medo de um conflito que talvez não vá nem existir. Nem o sexo casual, que é uma maneira legal de ser superficial, tem graça mais... porque você simplesmente nunca sabe com quem está transando. Todo mundo só quer a parte boa da relação, não há entrega. E aí nasce aquela relação sem vida, sem nada que a sustente.
As coisas estão tão invertidas que o bonito lema "Carpe Diem" tá sendo interpretado como: "já que a felicidade é efêmera, o importante é eu me dar bem não importa às custas de quem".
Pra mim, a entrega é uma atitude, é acreditar em si e apostar no outro. É disponibilidade. Quem não se dá, provavelmente nada recebe.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Right?
A cada dia que passa eu me apaixono mais pelas relações humanas e tudo que as envolve. E é uma, me desculpem a palavra, puta dialética. Quanto mais me decepciono com certas coisas, mais me sinto envolvida por elas. Não sei como explicar, nem sei se há como explicar, sei que é isso. E isso não precisa ser necessariamente dito ou explicado...
sentir basta.
sentir basta.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Beleza Americana
"I guess I could be pretty pissed off about what happened to me... but it's hard to stay mad, when there's so much beauty in the world. Sometimes I feel like I'm seeing it all at once, and it's too much, my heart fills up like a balloon that's about to burst... And then I remember to relax, and stop trying to hold on to it, and then it flows through me like rain and I can't feel anything but gratitude for every single moment of my stupid little life... You have no idea what I'm talking about, I'm sure. But don't worry... you will someday. "
"Eu acho que poderia ficar muito puto com o que aconteceu comigo... mas é difícil ficar bravo, quando há tanta beleza no mundo. Às vezes eu sinto como se eu estivesse vendo tudo de uma vez só, e isso é demais, meu coração se enche como um balão que está prestes a estourar... E aí eu me lembro de relaxar, e parar de tentar me agarrar nisso, e então isso flui através de mim como chuva e eu não posso sentir nada senão gratidão por cada momento único da minha vidinha estúpida... Você não tem idéia do que estou falando, eu tenho certeza. Mas não se preocupe... você vai entender um dia."
Simples.
"Eu acho que poderia ficar muito puto com o que aconteceu comigo... mas é difícil ficar bravo, quando há tanta beleza no mundo. Às vezes eu sinto como se eu estivesse vendo tudo de uma vez só, e isso é demais, meu coração se enche como um balão que está prestes a estourar... E aí eu me lembro de relaxar, e parar de tentar me agarrar nisso, e então isso flui através de mim como chuva e eu não posso sentir nada senão gratidão por cada momento único da minha vidinha estúpida... Você não tem idéia do que estou falando, eu tenho certeza. Mas não se preocupe... você vai entender um dia."Simples.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Enjoei

Outro dia, lendo Caio, me deparei com a frase: "Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais." E fiquei pensando... será mesmo que não é assim?
Se a gente enjoa de tudo na vida, por que não enjoar de pessoas?
Não adianta lutar contra, tudo perde o gosto. O chiclete mascado há horas, a coca cola velha na geladeira, o bolo no prato esperando pra ser comido, o arroz de ontem, aquela pessoa que antes era a melhor companhia e agora virou uma chata. Acontece, não acontece? E não fazemos por mal, às vezes é até instantâneo: "eca, enjoei"!
A verdade é assim como é a vida: nua e crua. Nenhum eufemismo serve. Nenhuma desculpa basta. Somos egoístas, deal with it!!! E não é feio ser egoísta. Se todos nós assumíssemos pelo menos metade do que realmente somos e o que realmente queremos, as coisas seriam mais simples. E lá vou eu, mais uma vez, questionar essa vida barata que levamos... cheia de eufemismos, de desculpas, de ovos a serem pisados. Tenho tentado viver sem isso, sem essa pequenez de espírito. Não é sempre que consigo, mas decidi que tentar é mais importante que conseguir. Muitas pessoas vão se magoar por isso e sei que vou ser magoada também... mas quando todos se acostumarem à sinceridade, à transparência e à opinião própria, as mágoas vão deixando aos poucos de existir, dando lugar a relações mais duradouras e sólidas.
Ou não... quem garante? Eu sigo assim. Quem quiser que me acompanhe.
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