Tenho uma grande dúvida:
domingo, 4 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ele não está tão afim de você
As mulheres têm essa estranha mania de achar que simples atos vindos de uma certa pessoa possam ser um sinal. Ele disse isso quando eu liguei. Ele me mandou uma mensagem. Ele me olhou daquele jeito. Ele tá afim de mim, eu tenho certeza.Ok. Pode ser que ele esteja, mas na imensa maioria das vezes não, ele não está tão afim de você assim. Talvez ele tenha dito aquilo no telefone por educação. Talvez ele tenha mandado uma mensagem porque não podia telefonar. Talvez ele tenha te olhado daquele jeito simplesmente porque estava bêbado.
Vamos parar de achar coisas que não existem onde queremos que existam. Vamos lidar com isso naturalmente, vamos parar com os joguinhos. Se um cara quiser alguma coisa com você, ele vai correr atrás, ele vai te procurar. É simples! E se você quiser alguma coisa com o cara, qual o problema de deixar isso à mostra? Vamos simplicar mais, complicar menos.
Vamos esperar menos do outro e fazer a nossa parte, sem exigir demais, sem cobrar o que não nos devem. Rasgue suas notas promissórias, não dê mais cheque sem fundo e saia do negativo no banco.
E se quiser investir, invista em você...
terça-feira, 29 de junho de 2010
Morfina

Não sei exatamente o quê tem me impedido de escrever aqui, se é a falta de inspiração, falta de vontade ou a falta de tempo. Mas sinto que tenho que voltar. Sinto que minha cabeça não vem funcionando normalmente como sempre funcionou. Sinto que meu corpo vem tentando me dizer que não está funcinando mais como sempre funcionou. Aí o que me resta nessas horas é só escrever, porque as palavras sempre funcionam.
Sinto de algum modo que venho me transformando em uma pessoa anestesiada. Com dores na cabeça, nós na garganta, apertos no peito... mas que na verdade não sente nada disso acontecendo. Tipo tomar morfina, manja? Você olha atentamente, vê os ponteiros do relógio distante baterem em uma velocidade mais que lenta, as pessoas falam e você não consegue compreender nem uma palavra sequer, o tempo não passa, você não sente, não pode fazer nada, mas ainda continua acordado. (Sim, eu já tomei morfina).
Marco encontros e não vou. Desmarco encontros e apareço. Telefono pra pessoas que não conheço cobrando coisas que não entendo. Envio e-mails pra pessoas sem acesso à internet. Ouço sim, ouço não. Sinto que estou existindo mas não sinto que estou vivendo.
Acho que tenho uma concepção errada sobre viver. Tenho guardada em mim essa sede de adrenalina, sede de medo, sede de uma emoção que nunca chega. Tenho saudades do que não vivi. Tenho vontade de conhecer coisas, pessoas, lugares. Tenho vontade de subir em um navio e me entregar ao oceano, mas tenho medo da minha âncora ser pesada demais. Tenho vontade de me permitir algo profundo, mas tenho medo de pular e não dar pé.
E eu sou tão rasa.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Dia das crianças
Texto originalmente escrito dia 12 de outubro de 2009.
Qua saudade de acordar nesse dia tão mágico e achar presentes na beirada da minha cama. Os presentes nada tinham de especiais, eram sempre pequenas lembrancinhas, mas que me faziam imensamente feliz. Engraçado como é o tempo. Naquela época eu ficava feliz com coisas tão banais, tão simples e tão singelas. Parece que quanto mais o tempo vai passando, mais vai se tornando dificil ficar feliz.
As preocupações aumentam, os problemas, as lamúrias... tudo fica maior e quase não sobra espaço pra ser, de fato, feliz. E a gente entra num ciclo tão vicioso e tão cômodo que nem percebe! O nome desse ciclo é rotina, e acho que é por isso que a infância é tão sublime pra mim. Porque ser criança significa não ter rotina. Significa ser sensível, ser observador, ser aberto. Significa ter o desconhecido na palma das mãos.
E como eu gosto de tudo que é desconhecido, misterioso, distante...
O segredo está em sim, continuar com a nossa rotina diária, mas tratar de impedir a rotina de pensamentos, de sonhos, de idéias.
Meu nome é Juliana e minhas concepções mudam de hora em hora. Quero voltar a ser criança. Vamos procurar tatu-bolinha comigo?
Ciências humanas
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Língua Portuguesa
"Intenção sem ação é ilusão"
Suas promessas etílicas,
Seus beijos de areia.
Tudo pó, tudo puff
Como show de ilusionismo.
domingo, 4 de abril de 2010
(sobre)viver

Ela é mais que um sorriso tímido de canto de boca (…)
Ela é a sensibilidade de alguém que não entende o que veio fazer nessa vida, mas vive.
(Caio F. Abreu)
Quem entende o que veio fazer aqui? Acho que ninguém... o que difere as pessoas é exatamente isso, o fato de mesmo sem saber o porquê ou a razão de sua existência, vivem. E viver não é apenas exisitir... é viver!
Você vive?
segunda-feira, 22 de março de 2010
#musicmonday
Move On
Jet
Well, I've been thinkin’ ’bout the future,
I'm too young to pretend
It’s such a waste,
to always look behind you
You should be lookin’ straight ahead
Yeah I’m gonna have to move on,
before we meet again
Yeah it’s hard
If you had only seen
Ten thirty-four, Flinders Street Station,
I’m lookin’ down the tracks
A uniform man,
askin’ how-I’m-a-pay-it-all.
Why would I wanna be there
Yeah I'm gonna have to move on,
before we meet again
Yeah it’s hard
If you had only seen
Take control,
and don't be afraid of me
Every once in a while,
you think about if you're gonna,
get yourself together
You should be happy just to be alive
And just because,
you just don’t feel like, coming home,
don’t mean that you'll never arrive
Yeah, I’m gonna have to move on,
before we meet again
Yeah it’s hard
If you had only seen.
Take control,
don’t be afraid of me
quinta-feira, 11 de março de 2010
Pseudo-loucura-crônica
E agora que sentei aqui pra tentar escrever algo que entendi porque fiquei tanto tempo off: simplesmente não tenho o que escrever! Parece que meus dias têm passado tão rápido, tanta coisa pra pensar e pra processar, que não sobra um tempo pro cérebro descansar e surgir aquela famosa inspiração!
Mas inspiração pra que? Pra escrever coisas bonitas, polidas, politicamente corretas? Eu não! O que se passa aqui dentro é tão complexo, tão indescritível, que as palavras se tornam inúteis... se tornam pequenas demais pra tanto sentimento junto e misturado.
E como eu adoro ser complexa!
Adoro seres complexos e confusos.
Odeio tudo que é óbvio ou fácil demais... odeio qualquer tipo de normalidade e às vezes me assusto com o quão normal e ordinária eu sou. Ordinária no sentido de não ser extraordinária... e aí paro e penso: "Me assustar por ser normal já é um tipo de anomalia... "
E então volto a gostar de mim e da minha pseudo-loucura-crônica...

